ALTERNÂNCIA DE PODER OU "RODÍZIO"
SUGESTÃO DE EMENDA CONSTITUCIONAL
Art. I - Fica instituída a Alternância de Poder ou "Rodízio", para os cargos executivos em todos os níveis (Prefeitos, Governadores de Estado e Presidente da República).
Art. II - Está Cassado o direito e a livre escolha pelo voto, para os cargos executivos em todos os níveis.
Art. III - A partir desta data não serão necessárias eleições para os cargos de Prefeitos, Governadores de Estado e Presidente da República.
ESCOLHA DO PREFEITO, GOVERNADOR OU PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Art. IV – Os partidos escolherão entre seus membros o representante que deverá ocupar o cargo (Prefeitura, Governo do Estado Ou Presidência da República), a que o partido tiver direito dentro do ”Rodízio”.
I- O membro escolhido para ocupar o cargo que o partido tem direito dentro do “Rodízio” deverá ser apresentado ao congresso nacional, redes de televisão, jornais e revistas de grande circulação 30 dias antes da posse.
II- A forma de escolha do membro a ocupar o cargo que o partido tem direito dentro do “Rodízio” é prerrogativa do partido, podendo inclusive se dar na disputa de PALITINHO (porrinha), PEDRA, TESOURA E PAPEL, COPO D’ÁGUA (quem aguentar beber mais copos d’água antes de ir ao sanitário será o escolhido) OU CONCURSO DE MENTIRA.
III- O representante do partido deverá ser escolhido em convenção que deverá ser realizada em local e ocasião de livre escolha do partido, podendo inclusive ser naquele churrascão do fim de semana.
IV- O membro escolhido só poderá ser indicado para ocupar uma única vez um dos cargos, o que caracteriza o “Rodízio de Poder”.
V- Só será permitido que um membro de partido ocupe um cargo executivo em um dos níveis de poder uma única vez, para que fique caracterizado o “Rodízio de Poder”.
RODÍZIO DE PARTIDOS
Art. V - Poderão participar do “Rodízio”, todos os partidos e redes, “com ou sem representação” nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas Estaduais e Distritais, Câmara Federal e Senado da República.
Art. VI – Poderão participar do “Rodízio” os partidos e redes, criados até 60 dias antes da posse, portanto 30 dias antes do anuncio do representante a ocupar o devido cargo.
Art. VII – O “Rodízio de Poder”, se dará do partido menor para o maior, fazendo a famosa ESCADINHA DE PODER, dando assim aos partidos menores a chance de ao menos uma vez ocupar um cargo.
a) Quando todos os partidos tiverem participado do “Rodízio do Poder”, será decretado o fim do primeiro.
b) A ordem de ocupação dos cargos do segundo ciclo do “Rodízio de Poder”, pelos partidos deverá se dar nas formas de disputa de PALITINHO (porrinha), PEDRA, TESOURA E PAPEL, COPO D’ÁGUA (quem aguentar beber mais copos d’água antes de ir ao sanitário será o escolhido) OU CONCURSO DE MENTIRA.
Parágrafo único – Revogam-se as disposições em contrário, não sendo aceitas reclamações, mimimis ou churumelas.
Esta emenda entrará em vigor na data de sua publicação
Kiko Azevedo
Natal, 23 de outubro de 2014.
sábado, 25 de outubro de 2014
sábado, 15 de dezembro de 2012
NEVOEIRO
Concluo que sou
inconcluso,
Sem você, sou Insípido
Vazio, mar sem algas
Sou mágoa, solidão
Inodoro
Vira lata
Cão sem dono
Longe de teus olhos
Sem destino
Nevoeiro
Confusão
Sou amaro
Absinto
Me sinto
Não peço
Sem você sou mero avesso
Sozinho num mar revesso
Sou água,
Aquário
Peixe sem cor
Longe do farol
Barco a deriva
Naufrágio
Sou frágil
Amargo
Sonhador
Longe de você
Concluo que sou inconcluso
Confesso que sou inconfesso
Sem você, sou Insípido
Vazio, mar sem algas
Sou mágoa, solidão
Inodoro
Vira lata
Cão sem dono
Longe de teus olhos
Sem destino
Nevoeiro
Confusão
Sou amaro
Absinto
Me sinto
Não peço
Sem você sou mero avesso
Sozinho num mar revesso
Sou água,
Aquário
Peixe sem cor
Longe do farol
Barco a deriva
Naufrágio
Sou frágil
Amargo
Sonhador
Longe de você
Concluo que sou inconcluso
Confesso que sou inconfesso
Franklin Mário /
Kiko Azevedo 15 / 12 / 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
SOMOS UM
Meu
corpo traz as marcas de tua presença
Trazes
no teu meus sinais
Estou
presente em tua vida
Estás
cravada em minha carne
Somos
um
Suspiras
por mim
Respiro
você
Estás
impregnada em mim
És
meu sangue
Meu
corpo é teu
Teus
lábios me bastam
Segues
em minha direção
Meu
rumo é o teu
Meus caminhos te seguem
Minha
mente está contigo
Sou
unicamente teu
Kiko
Azevedo 02 / 11 / 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
DISTANTE
Para a menina que sonha
Para a criança que brinca
E essa dor afastar
Eu tenho que escrever
Para os que amam dizer
Para o poeta viver
E a solidão espantar
Eu tenho que escrever
Para os que dormem acordar
Para o povo alertar
E o político calar
Eu tenho que escrever
Para chorar feito louco
Ter você como foco
E essa angústia bastar
Eu tenho que escrever
Para a alegria sorrir
Meu coração te abrir
E a tristeza chorar
Eu tenho que escrever
Para dizer que te amo
Para que saiba o que sinto
Ao de você me afastar
Eu tenho que escrever...
Kiko Azevedo 21 / 10 / 2012
sábado, 23 de junho de 2012
FLORES DE REALENGO
O
outono inicia, flores e botões choram
O
louco abateu as flores
A
manhã é de sol
A
estação é fria
Outras
flores e botões derramam seiva
Flor
é pra colher, não para abater
Realengo
precisa
Daquele
alô, do abraço e do carinho
Meu,
seu, do Gil e do Brasil
O
dia é frio
O
jardim perdeu doze flores
O
louco ferido pelo ferrão da abelha
Uma
flor perde uma pétala
Mas
resiste e brilha
Outra
lança seu pólen
Um
botão exala seu brilho
E
espalha o seu perfume
Kiko
Azevedo 10 / 06 / 2012
domingo, 12 de dezembro de 2010
ANTONIO E SEU TEMPO
Um tempo
Foi só isso
Foi só isso que nos pediu
Esperamos um tempo
E a esperança se foi
Nos deixando
Cheios de dor
A dor de sua partida breve
A dor de não ter sentido
Suas dores
Para que sofresse menos
Para que não se fosse
Tão cedo
Ficou apenas vinte e quatro minutos
Não foi nem um tempo
Você merecia jogar
Os dois tempos
Quem sabe Deus
Esteja precisando
De um jogador com sua alegria
Para jogar no time dele
Por isso o retirou
Para poupá-lo
E assim só pudemos vê-lo
Jogar meio tempo
Você que jogava
Para o time e para a torcida
Não poderia jogar apenas
Meio tempo
Você Antonio
Deveria ter sido obrigado
A jogar os dois tempos
O intervalo, a prorrogação
E ainda ir para os pênaltis.
Kiko Azevedo 12 / 12 / 2010
Foi só isso
Foi só isso que nos pediu
Esperamos um tempo
E a esperança se foi
Nos deixando
Cheios de dor
A dor de sua partida breve
A dor de não ter sentido
Suas dores
Para que sofresse menos
Para que não se fosse
Tão cedo
Ficou apenas vinte e quatro minutos
Não foi nem um tempo
Você merecia jogar
Os dois tempos
Quem sabe Deus
Esteja precisando
De um jogador com sua alegria
Para jogar no time dele
Por isso o retirou
Para poupá-lo
E assim só pudemos vê-lo
Jogar meio tempo
Você que jogava
Para o time e para a torcida
Não poderia jogar apenas
Meio tempo
Você Antonio
Deveria ter sido obrigado
A jogar os dois tempos
O intervalo, a prorrogação
E ainda ir para os pênaltis.
Kiko Azevedo 12 / 12 / 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
SAUDADE RETA
Botar as palavras no papel parece fácil
O difícil é usá-las para traçar uma reta
Unindo sentimentos
É dar sentido ao que se sente
Unir o sentimento de quem escreve
Ao que sente quem lê
Essa reta infinita
É uma seta,
Saudade, solidão, distância...
Flechas envenenadas
Que atingem corações e martelam mentes
Nem sempre atingem o que está próximo
Mas ferem o que está longe
Dias de sol ou nublados
Sempre são longas e intermináveis retas
Que nos separam
Kiko Azevedo 27 / 11 / 2010
O difícil é usá-las para traçar uma reta
Unindo sentimentos
É dar sentido ao que se sente
Unir o sentimento de quem escreve
Ao que sente quem lê
Essa reta infinita
É uma seta,
Saudade, solidão, distância...
Flechas envenenadas
Que atingem corações e martelam mentes
Nem sempre atingem o que está próximo
Mas ferem o que está longe
Dias de sol ou nublados
Sempre são longas e intermináveis retas
Que nos separam
Kiko Azevedo 27 / 11 / 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
RESPOSTA
Se minha palavra te fala?
Me responde!
Se meus versos te tocam.
Não te afastas!
Se minha mão te afaga.
Corresponde!
A tua imagem em meus sonhos.
Me provoca.
A tua ausência ao meu lado,
Me sufoca.
Se sussurro teu nome enquanto durmo.
Te escondes.
Quando te procuro a noite,
Estás onde?
Kiko Azevedo 12 / 11/ 2010
Me responde!
Se meus versos te tocam.
Não te afastas!
Se minha mão te afaga.
Corresponde!
A tua imagem em meus sonhos.
Me provoca.
A tua ausência ao meu lado,
Me sufoca.
Se sussurro teu nome enquanto durmo.
Te escondes.
Quando te procuro a noite,
Estás onde?
Kiko Azevedo 12 / 11/ 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
SÁBADO
O sol, a tarde, o encontro.
Um outro clube da esquina.
O violão, o poeta, o sorriso de Olindina.
O fim de tarde na tela, a aguardente cristalina,
Pra ver e ouvir os olhos numa canção de menina.
O alimento, o poema e o Raio da Cilibrina.
A boa música e a noite, um convite à neblina.
O prato à mesa, o aquário, e uma rosa ferina.
Velar pela dose incerta
De poesia e adrenalina.
O recital segue a noite,
Alguém escapa em surdina.
A Timbaúba e o corpo;
A cabeça, uma outra esquina.
Kiko Azevedo 30 / 10 / 2003
Um outro clube da esquina.
O violão, o poeta, o sorriso de Olindina.
O fim de tarde na tela, a aguardente cristalina,
Pra ver e ouvir os olhos numa canção de menina.
O alimento, o poema e o Raio da Cilibrina.
A boa música e a noite, um convite à neblina.
O prato à mesa, o aquário, e uma rosa ferina.
Velar pela dose incerta
De poesia e adrenalina.
O recital segue a noite,
Alguém escapa em surdina.
A Timbaúba e o corpo;
A cabeça, uma outra esquina.
Kiko Azevedo 30 / 10 / 2003
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
CURA
Pai de divina bondade
Tira de mim o que te desagrada
Sei que estou doente preciso de cura.
Não quero o inferno pela eternidade.
Te peço olha para mim e brada
Filho estás salvo, já tua alma é pura.
Kiko Azeveo 17 / 02 / 2005
Tira de mim o que te desagrada
Sei que estou doente preciso de cura.
Não quero o inferno pela eternidade.
Te peço olha para mim e brada
Filho estás salvo, já tua alma é pura.
Kiko Azeveo 17 / 02 / 2005
TU ÉS
És o caminho, a verdade e a porta,
E para ti não importa o que fui ou o que já fiz.
Em ti Jesus, encontrei felicidade,
A justiça, a igualdade;
És tudo que eu sempre quis.
Jesus é o Cristo, é a pedra e a vida,
Sara as minhas feridas,
Realiza os sonhos meus.
A ti Jesus, entrego meu coração,
E por vezes em oração eu te peço,
Fala por teu filho a Deus.
És o motivo do louvor e da alegria,
És a rocha onde um dia construí meu lar.
Palavra viva; é para ti que eu vivo.
Na vida do crente é motivo até do seu respirar.
Kiko Azevedo 01 / 10 2003
E para ti não importa o que fui ou o que já fiz.
Em ti Jesus, encontrei felicidade,
A justiça, a igualdade;
És tudo que eu sempre quis.
Jesus é o Cristo, é a pedra e a vida,
Sara as minhas feridas,
Realiza os sonhos meus.
A ti Jesus, entrego meu coração,
E por vezes em oração eu te peço,
Fala por teu filho a Deus.
És o motivo do louvor e da alegria,
És a rocha onde um dia construí meu lar.
Palavra viva; é para ti que eu vivo.
Na vida do crente é motivo até do seu respirar.
Kiko Azevedo 01 / 10 2003
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
LEME
Já me vi cego e perdido,
E tive a vida no olho do furacão.
Não tinha rumo nem destino,
Era mais um no meio da multidão,
Não tinha paz nem ombro amigo,
Era um trapo vivendo em turbilhão.
Hoje minha vida está completa.
Pois encontrei a direção.
Já não me sinto perdido,
Vou para o céu encontrar com Abraão.
Tenho Jesus apontando o caminho
E em meu Deus a certeza de salvação.
Kiko Azevedo 09 / 08 / 2004
E tive a vida no olho do furacão.
Não tinha rumo nem destino,
Era mais um no meio da multidão,
Não tinha paz nem ombro amigo,
Era um trapo vivendo em turbilhão.
Hoje minha vida está completa.
Pois encontrei a direção.
Já não me sinto perdido,
Vou para o céu encontrar com Abraão.
Tenho Jesus apontando o caminho
E em meu Deus a certeza de salvação.
Kiko Azevedo 09 / 08 / 2004
segunda-feira, 26 de julho de 2010
INCOMPEENSÍVEL SER
Sei que é impossível compreender.
Me diz; como pode alguém querer,
Ver a luz da lua, menor que a da vela,
Ver aquele aquário como uma cela,
E na prostituta a pureza da donzela.
Sei, meu ser não cabe naquele universo.
E o telefone, é maior que meu pinho.
Um alô distante vale mais que um verso
E tua cachaça é melhor que meu vinho.
Te levo à Bagdá, você vai pra Rocinha.
Eu de Transatlântico, tu de barco à vela.
Vejo mil razões para te satisfazer,
Não sei como pode alguém entender,
O incompreensível ser, mulher.
Kiko Azevedo 20 / 04 / 2004
Me diz; como pode alguém querer,
Ver a luz da lua, menor que a da vela,
Ver aquele aquário como uma cela,
E na prostituta a pureza da donzela.
Sei, meu ser não cabe naquele universo.
E o telefone, é maior que meu pinho.
Um alô distante vale mais que um verso
E tua cachaça é melhor que meu vinho.
Te levo à Bagdá, você vai pra Rocinha.
Eu de Transatlântico, tu de barco à vela.
Vejo mil razões para te satisfazer,
Não sei como pode alguém entender,
O incompreensível ser, mulher.
Kiko Azevedo 20 / 04 / 2004
quinta-feira, 22 de julho de 2010
LÍNGUA MORTA
Meu povo sofre uma crise de identidade,
Mora num tal Green Village
Ou Sunset Boulevard.
Está comendo um danado de hot dog,
Bebendo água em squize.
Ouvindo a parada tecno,
Lanchando no drive tru.
Isso me provoca insônia,
Está acabando comigo.
Da língua mãe ter vergonha,
Querer falar como gringo.
Vejo o meu povo renegar a identidade,
E pra conhecer a cidade,
Diz que faz um city tour.
Faz compras no shopping center,
E está mudando o look.
Fica em stand bay,
E põe as fotos num book.
E pra parecer moderno,
Participa de Workshop,
Diz estar fazendo marketing,
Tem em casa um Home theater,
E no umbigo um piercing.
Pra mostrar que é cult,
Só fala as coisas em off.
Diz que falar isso é in,
E que nossa língua é out.
Que seu visual é fashion,
Que a comida é diet ou ligth.
E que é da high society.
Mesmo estando numa rave,
Só freqüenta a área VIP,
Porque não suporta o rush.
E para tirar o stress,
Ouve música em disk man,
Em um tal de fitness.
Kiko Azevedo 31 / 10 / 2003
Mora num tal Green Village
Ou Sunset Boulevard.
Está comendo um danado de hot dog,
Bebendo água em squize.
Ouvindo a parada tecno,
Lanchando no drive tru.
Isso me provoca insônia,
Está acabando comigo.
Da língua mãe ter vergonha,
Querer falar como gringo.
Vejo o meu povo renegar a identidade,
E pra conhecer a cidade,
Diz que faz um city tour.
Faz compras no shopping center,
E está mudando o look.
Fica em stand bay,
E põe as fotos num book.
E pra parecer moderno,
Participa de Workshop,
Diz estar fazendo marketing,
Tem em casa um Home theater,
E no umbigo um piercing.
Pra mostrar que é cult,
Só fala as coisas em off.
Diz que falar isso é in,
E que nossa língua é out.
Que seu visual é fashion,
Que a comida é diet ou ligth.
E que é da high society.
Mesmo estando numa rave,
Só freqüenta a área VIP,
Porque não suporta o rush.
E para tirar o stress,
Ouve música em disk man,
Em um tal de fitness.
Kiko Azevedo 31 / 10 / 2003
terça-feira, 20 de julho de 2010
POSSEIRO
Quando a encontrei,
Percorri a floresta escura.
Sol raiando no horizonte,
Bebi de tua água pura.
Inundei tua fonte,
Invadi teus vales,
Escalei teus montes.
Não aceito mandado;
Aposso-me e invado,
Sem direito a reintegração.
Cerquei tuas matas,
Rios, montes e cascatas;
Armei minha tenda.
Sussurros, urros na noite se escuta.
Derrapei tuas curvas,
Explorei tua gruta,
Deslizei em tuas dunas,
Plantei a semente foi muita labuta.
Reguei tua terra, já colhi teus frutos.
Senti o teu doce, provei o teu cheiro.
Onde fui posseiro, hoje eu sou posse.
Letra - Kiko Azevedo / Música - Willam Guedes 09 / 2003
Percorri a floresta escura.
Sol raiando no horizonte,
Bebi de tua água pura.
Inundei tua fonte,
Invadi teus vales,
Escalei teus montes.
Não aceito mandado;
Aposso-me e invado,
Sem direito a reintegração.
Cerquei tuas matas,
Rios, montes e cascatas;
Armei minha tenda.
Sussurros, urros na noite se escuta.
Derrapei tuas curvas,
Explorei tua gruta,
Deslizei em tuas dunas,
Plantei a semente foi muita labuta.
Reguei tua terra, já colhi teus frutos.
Senti o teu doce, provei o teu cheiro.
Onde fui posseiro, hoje eu sou posse.
Letra - Kiko Azevedo / Música - Willam Guedes 09 / 2003
domingo, 11 de julho de 2010
O AMARGOR DO AÇÚCAR
Seis pares de olhos livres
Seis criaturinhas
Duas iguais
A mais velha
Talvez seis safras
Dois pares de mãos calejadas
O doce do caldo da cana
Traz o amargor
Do julgo de gerações
Seis pares de olhos radiantes
A margem da estrada
Espectadores do novo
Maravilhados
Com os monstros de ferro
Seis criaturinhas esquálidas
Pra matar a fome
Um pacote de fuba
Um refrigerante barato
Oito pares de pés descalços
Dois pares de olhos tristes
Seis pares de mãos lisinhas
Em breve escravos
Do amargo julgo
Da doce cana de açúcar
Kiko Azevedo 11 / 07 / 2010
Seis criaturinhas
Duas iguais
A mais velha
Talvez seis safras
Dois pares de mãos calejadas
O doce do caldo da cana
Traz o amargor
Do julgo de gerações
Seis pares de olhos radiantes
A margem da estrada
Espectadores do novo
Maravilhados
Com os monstros de ferro
Seis criaturinhas esquálidas
Pra matar a fome
Um pacote de fuba
Um refrigerante barato
Oito pares de pés descalços
Dois pares de olhos tristes
Seis pares de mãos lisinhas
Em breve escravos
Do amargo julgo
Da doce cana de açúcar
Kiko Azevedo 11 / 07 / 2010
domingo, 4 de julho de 2010
GRANDEZAS
A distância que nos separa é grande
Maior é a solidão que me encontro
Que é menor que o desejo de te sentir
Maior ainda é a saudade que sinto
Que é menor que o que nos une
Que é maior que tudo
O nosso amor é igual
E diferente de tudo que há
Nos unimos para multiplicar
E estamos divididos pela distância
Kiko Azevedo 26 / 06 / 2010
Maior é a solidão que me encontro
Que é menor que o desejo de te sentir
Maior ainda é a saudade que sinto
Que é menor que o que nos une
Que é maior que tudo
O nosso amor é igual
E diferente de tudo que há
Nos unimos para multiplicar
E estamos divididos pela distância
Kiko Azevedo 26 / 06 / 2010
sábado, 5 de junho de 2010
IONS
Sua aparição é mágica
A tua figura única
Nossa brincadeira lúdica
A separação é ilógica
Mas a situação é crítica
Nossa união dramática
Como uma canção lírica
Somos uma ligação iônica
Nos entendemos sem fala ou mímica
Nos amamos numa cena fantástica
Ou uma realidade mística
Moraríamos até numa casa rústica
Pode ser no pólo norte ou num deserto da África
Pois teu desejo me soa como uma ordem canônica
Mesmo que você seja irônica.
Kiko Azevedo 05 / 06 / 2010
A tua figura única
Nossa brincadeira lúdica
A separação é ilógica
Mas a situação é crítica
Nossa união dramática
Como uma canção lírica
Somos uma ligação iônica
Nos entendemos sem fala ou mímica
Nos amamos numa cena fantástica
Ou uma realidade mística
Moraríamos até numa casa rústica
Pode ser no pólo norte ou num deserto da África
Pois teu desejo me soa como uma ordem canônica
Mesmo que você seja irônica.
Kiko Azevedo 05 / 06 / 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
ELA
Queria não ter percorrido
Tantas estradas e trilhas,
Pra só depois descobrir
Que todos os caminhos
Levam a ti.
Até os caminhos de Roma
Levam a ti.
Gostaria de ter
Todas as palavras,
Ser o maior
Entre os poetas,
Escrever
Todos os livros,
Para tentar te definir.
Poderia estudar
Todos os tratados e teses,
Mas nem mesmo todos
Os tratados escritos,
Ajudam a decifrar
Ou serão suficientes
Para explicar
Teus segredos e truques.
Como entender teus
Mistérios inexplicáveis,
Universo mágico, feitiços,
Loucos os que tentam.
Haverá razão em tua lógica?
Enfim, confesso que tentei, mas
Rendi-me aos teus encantos
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
REENCONTRO
Dia a dia, pouco a pouco
Vou misturando aqui dentro
De meu peito magrelo e quase oco
É palavra, é idéia, é sentimento
Meu corpo envia mensagens
Está chegando o momento.
Sigo revirando o que sinto
Revejo cheiros e imagens
Recorro a idéias e instinto
Sei que ao chegar o momento
Nada do que faça ou diga
Terá valor ou sentido
Pois todo ouro da terra
E as estrelas do infinito
Terão seu valor diminuído
Se ao me olhar nos olhos
Quando de nosso encontro
Você não disser simplesmente
Te amo.
Kiko Azevedo 01 / 02 / 2010
Vou misturando aqui dentro
De meu peito magrelo e quase oco
É palavra, é idéia, é sentimento
Meu corpo envia mensagens
Está chegando o momento.
Sigo revirando o que sinto
Revejo cheiros e imagens
Recorro a idéias e instinto
Sei que ao chegar o momento
Nada do que faça ou diga
Terá valor ou sentido
Pois todo ouro da terra
E as estrelas do infinito
Terão seu valor diminuído
Se ao me olhar nos olhos
Quando de nosso encontro
Você não disser simplesmente
Te amo.
Kiko Azevedo 01 / 02 / 2010
Assinar:
Postagens (Atom)